Reforma ortográfica? No máximo um acordo (de cavalheiros)

Pois é, até a mídia já comentou, não é mais um assunto restrito a corredores governamentais, tampouco universitários. No último dia primeiro de Janeiro entrou em vigor o acordo ortográfico, firmado entre os países que têm a língua portuguesa como oficial. Tal proposta visava a unificação ortográfica das variações que a língua portuguesa apresenta em cada um dos países em que é falada. A justificativa: facilitar aos falantes nativos de outras línguas a leitura de obras literárias e científicos escritos em português, a fim de evitar confusões.

Segundo alguns linguístas, a reforma é necessária sim, mas as alterações não atendes às demandas, para outros, o acordo é sinônimo de progresso. Para mim trata-se de um acordo diplomático e ponto. Nem de longe estamos diante de uma reforma ortográfica, se esse fosse o caso coisas como a pessoa verbal “vós” também teria deixado de existir… ou por acaso alguém fala (ou sequer escreve) “desejo que vós sejas feliz?”.

Mas de qualquer forma, o acordo está firmado e a partir de agora algumas coisas mudaram… a fim de tentar reduzir os traumas, segue uma breve descriminação quanto às mudanças. E atenção galera, a CRASE NÃO CAIU !!

  • ACENTUAÇÕES:

Não se de (do verbo dar) mais ao trabalho de colocar acento circunflexo em palavras com duas vogais como vôo e têem, a partir de agora isso é antiquado.

Não esqueça que aquela essa história de colocar o “chapéuzinho” em verbos para diferenciar plural de singular continua firme e forte. Ex: ele tem, eles têm… (sim, isso sempre existiu)

outra novidade é o fim de acentos em ditongos (se você não se lembra mais o que é um ditongo não fique aflito, é apenas um encontro de três vogais) tipo “jiboia”, “ideia” e “geleia”

o último ajuste quanto aos acentos é o fim dos acentos diferenciais, sabe aqueles que faziam a gente saber que “pára” era do verbo parar e “para” era a preposição “isso é para você” ? Então, de adeus, eles foram para o cemintério das letras.

  • HÍFEN

O que já era complicado e causava muitas dúvidas ficou ainda mais cheiu de trilili. Observe as novas regras para o “tracinho”

fica extinto em dois casos:

  1. palavras que eram separadas agora são juntas quando a primeira e a segunda terminam e começam com vogais DIFERENTES. Como por exemplo: latinoamericano, infraestrutura, socioeconômico…
  2. também fica tudo juntinho aquelas palavras que a segunda começa com R ou S, tipo contrarregra, minissaia e guardarroupa. Daí, por uma questão fonológica (de som), tem que ser dois Rs ou dois Ss.

nos casos abaixo ele permanece:

  1. antes de palavras em que a segunda começa com H, pelo simples fato de que H não tem som e de que não existem palavras com H no meio de sílabas em língua portuguesa. Ou seja, continha sendo pré-história, ou anti-humano.
  2. ele também se faz presente em palavras que contam com prefixos genéricos como ex, hiper, super, pré, vice, pós. Ou seja, palavras como vice-presidente, hiper-mercado e pós-graduação continuam na mesma.

o mais extraordinário dos casos: o estranho surgimento do hífen em palavras com duas vogais iguais. O que um dia foi microondas, agora é micro-ondas, contra-ataque… e assim por diante.

  • OUTRAS ALTERAÇÕES:
  1. O já facultativo trema (apesar de muito simples) fica excluído da língua portuguesa
  2. as letras w, y, e k estão oficialmente inseridas em nosso alfabeto, portanto não se sinta especial se seu filho se chamar Welynton.
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