Sim?

O caminho para o famoso “sim”, aquele que dizemos quando aceitamos dividir nossos dias com a pessoa amada, a cara metade, o chinelo do pé cansado… bem, o caminho para esse “sim”, em nossa cultura ocidental, brasileira e calorosa, começa a ser trilhado junto com os hormônios da fase mais estranha de nossa vida: adolescência. Quando acontece o primeiro beijo, no meio daquela bateção de dentes e esfregação de línguas, o cidadão automaticamente se insere no ciclo da vida sentimental.

Por mais que pareça estranho, o fenômeno é completamente normal e geralmente ocorre entre os 11 e 14 anos de idade- com uma margem de erro de dois anos para menos, ou para mais. Existem relatos de pessoas que juram terem iniciado sua vida afetiva antes dos seis anos de idade, e mais, afirmam que tinham plena consciência do que estavam fazendo. Sim, isso é aterrorizante! Principalmente se considerarmos que em circunstâncias “normais” o indivíduo provavelmente já terá um professor para cada matéria, ao passo que na situação de pré-pré maturidade, ela mal alcançou a idade de alfabetização. Assombrosidades a parte, vamos ao que move esse post: o matrimônio, que em muitos casos não exige nem padre, nem papel passado, mas simplesmente o desejo de compartilhar o cotidiano.

Como ia dizendo, antes de me perder no blá blá blá acima, em geral é na idade da razão que damos o pontapé inicial da vida sentimental. Muitos começam bem, outros desenvolvem traumas que podem levar a adolescência toda para superar. Mas começa com beijinhos e vai… vai e vai… “Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim” são versos de Vinicius, que resumem bem o pensamento que tento esboçar. Até que um belo dia:

BUM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Vocês estão namorando, e se amam tanto que parece impossível passar um dia (ou será uma noite?) separados. Então vem a decisão: morar juntos, e assim começar a construir o futuro lado a lado, até ficar velhinho e tudo o mais. E é a partir desse momento que a relação começa de fato a se consolidar, e cada um se conhece de fato. Tem birra, bate boca, arrumação. Um lava os pratos o outro a roupa, um arruma a cama o outro varre o chão… um estuda de manhã o outro a noite, um isso outro aquilo… pra no final ver que, mesmo com dificuldades de se encontrar o buraco, de se comunicar e de dividir funções – não se deve esquecer da TPM – não há nada melhor que sentir o cheiro da pessoa amada. Abrir os olhos de manhã e ver aquele par de olhos que te faz perder a razão te dar bom dia com hálito de café é quase a realização de um sonho…

E parece que não existe nada nesse mundo que lhe soe tão agradável e divertido quanto conversar com seu amor, passear de mãos dadas, e levar cachorro para correr no parque. Porque é óbvio que todo casal feliz tem um cachorro para chamar de filho.

pois é… desse jeito não é difícil dizer sim todos os dias

(pelo menos por enquanto…)

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