Alice no País das Maravilhas e suas muitas versões

Falar sobre o clássico escrito por Lewis Carrol em meados do século XIX não é – e nunca será- redundante. A obra é sim um clássico consagrado na história da arte, e não é por menos que é uma das obras com mais versões cinematográficas e adaptações literárias do sistema solar -só eu tenho três- pois além de ser linda, ela é cheia de críticas à Inglaterra da época, e isso é um aspecto pouco valorizado pelos leitores.

A edição da Jorge Zahar é a mais fiel à versão original e além de trazer a obra Através do espelho e o que Alice encontrou por lá (a continuação d’O país das maravilhas) tem as ilustrações do original. Só por isso a edição deveria estar, pelo menos, na prateleira de todas as escolas do país. O mais legal dessa versão são é que ela é comentada, através das notas de rodapé o leitor pode compreender a as sátiras que Carrol faz à monarquia inglesa, como por exemplo a duquesa cujo filho se transforma em um porco.

versão comentada com ilustrações originais, Jorge Zahar, 2002

A Jorge Zahar também tem a edição de bolso, lindinha, capa dura, mas não é comentada e nem tem apresentação.

edição de bolso, com capa dura

Na sala de aula a obra é um prato cheio tanto História para introduzir a Revolução industrial, e monarquia, como (e obviamente) para Literatura pois por ter uma infinidade de versões, e adaptações pro cinema, permite um debate amplo sobre literatura e outras artes.

Para ler com os alunos até a 6a. série a Ciranda Cultural tem uma adaptação super divertida, daquelas que as páginas são cheias de efeito, sabe? A Alice cresce, o gato some, é muito legal.

Edição divertida da Ciranda Cultural, 2009

"efeitos" : gato sumindo; cartas se jogando sobre a Alice

Outra edição mais recente, que como a da Zahar, é tradução integral é a da Universo dos Livros, que tem uma ilustração “pós-moderna”.

versão "dark pós-moderna" da Universo dos Livros

Isso sem falar nas 693.859.867 versões chumbreguinhas que tem por aí e das 56.435 versões de cinema. Além, claro, da clássica animação da Disney, que apesar de ser Disney é razoavelmente fiel, e da recente versão de Tim Burton que não tem muito a ver com o original, seria como uma continuação-muitos-anos-depois-versão-Holywood-maquineísta. Mas, tratando-se de Alice, tudo é válido.
Onde comprar? Em qualquer livraria do planeta. Mas se a preguiça falar alto, corra pra Estante Virtual e divirta-se escolhendo a(s) sua(s).
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