Mochilão pelo Uruguai – parte 1

Uma mochilada coletiva é boa, mas aprender a desfrutar da nossa própria companhia é algo revolucionário

No fim do ano passado resolvi que não passaria as férias enfiada em casa nem-que-chovesse-vacas-rosas! Tudo bem, vamos viajar! Tomada a decisão o assunto começa a tomar corpo e algumas análises passam a ser importantes, a primeira delas é a frase do garoto propaganda das Casas Bahia: quer pagar quanto? Pouco!

Com caixa curto, pelo menos é possível começar a prever muitas coisas, e o planejamento passa a ser ainda mais importante. Além disso, o fator financeiro foi determinante para decidir que a trip seria pela Latino América mesmo, e, bem, por que não o Uruguai. Isso! Uruguai.

 

O trajeto

Enquanto a maior parte das pessoas descobre o Uruguai pela costa, eu segui pro lado oposto, não sei dizer o motivo, mas foi.

O trajeto foi definido de modo bem simples, quase estratégico, não sou muito fã de praia, então resolvi rodar o país em sentido anti-horário. Cidades escolhidas: Rivera, Salto, Colônia do Sacramento, Montevidéu, outras teriam que ficar para a próxima devido a mais um fator de restrição: tempo. O prazo das minhas férias somavam 15 dias e algumas pessoas amadas para matar a saudade.

Chega de papo, vamos lá:

  • Rivera

A cidade é famosa por ter outlets e dizem que é boa para compras. Não curti. Muito cacareco, tudo tabelado e eletrônicos por preços tupiniquins. Um dado importante: se chegar por terra e for sair por aéreo, identifique-se na imigração, por favor, senão você poderá ser multado na saída do país, caso a pessoa não vá com sua cara, no caso só levei uma bronca!

Praça internacional, fronteira entre os dois países


Hospedagem:  fiquei no Hotel Uruguay – Brasil,  cidade tem muitos hotéis e alguns hostels. O preço da diária era por volta de R$100,00. Carinho para quem está com caixa curto, não é mesmo?

Onde comer: comi no Brasil mesmo, em um restaurante bem simpático que tem na Praça Internacional

O que fazer: compras em dólar, se estiver ávido pelo consumo, fora isso, nada.

Consideração sobre a cidade: desperdicei dois dias da viagem, uma tarde por lá estaria mais que bom. A rodoviária é no centro, e isso facilita a vida. Porém não tem ônibus para qualquer lugar e os horários são péssimos.

Como chegar: Do Rio Grande do Sul tem ônibus para Santana do Livramento, que é a cidade da divisa, de cada lado da rua é um país.

 

  • Salto – Paysandu

Sério, planejamento nunca é perda de tempo, reparem no mapa o que eu fiz por não saber direito a localização das coisas: para ir a Salto eu fui pra Paysandu e voltei! Alguém explica isso?

Hospedagem:  fiquei no Hotel Los Cedros, no mesmo padrão do de Rivera, um pouco mais caro e lá descobri que uruguaio tem mania de usar cortina de tecido de guarda-chuva ao invés de box ou blindex nos banheiros, e isso é péssimo.

Onde comer: o hotel era na rua principal, tinha vários restaurantes. Fiz supermercado e comi na Trattoria, casa de massas na rua Uruguay, a mesma do hotel e uma das principais.

O que fazer: Salto tem belas praças com monumentos e lindos jardins. Vale a pena uma caminhada no fim do dia. A paisagem do rio Uruguai é bastante inspiradora.

Consideração sobre a cidade: uma cidade normal, com ritmo de vida pulsante. Os jardins são lindos e o entardecer às margens do Rio Uruguai é de aquecer o coração. Embora não se fale dessa região, a cidade é colada na Argentina. Aliás, esse é um dado importante, de Salto, Colônia do Sacramento e Montevidéu até Buenos Aires é um pulo, e de Colônia e Montevidéu é cerca de 1h de barco. #ficaadica

 

A paisagem uruguaia

Como chegar: Não tem ônibus direto de Rivera para Salto, por isso tive que ir para voltar. O país todo é bem abastecido por ônibus, mas eles são lentos e com muitas paradas para embarque e desembarque, entre um trecho e outro pode separa aí um meio período, no mínimo

 

  • Colônia do Sacramento

Colônia é uma das cidades mais turísticas do Uruguai, histórica e provinciana ela garante o passeio por conta de seu belíssimo centro histórico com direito a um forte às margens do Rio da Prata, linda! Cidade para ir, sentar na beira do rio ler e pensar na vida!

 

Hospedagem:  fiquei no Hostel El Español, pensa em um lugar rústico! O chão é de cimento batido, os quartos são fechados por cortinas, os colchões são quase ruins e o café da manhã é pior que de Restaurante Universitário. Torradas com manteiga, café, leite e SÓ! Os pontos positivos são que os banheiros são bem limpinhos, é colado na rodoviária, então dá para ir a pé, é bem no circuito do passeio histórico e tem gente de tudo que é lugar do mundo.

Onde comer: 
Tem muitos bares e cafés, tanto no centro histórico tanto no centro da cidade em si, que já é bem diferente da parte turística. Tudo caro, acabei preparando um feijão em lata para mim e meio que socializando com umas alemãs que estavam lá. Tem sorveterias incríveis na cidade, onde tomei o melhor sorvete de doce de leite da vida!


O que fazer: 
circular pelo centro histórico, fazer um rolê pelo centro (dá para fazer tudo a pé) e tomar umas brejas nos inúmeros bares que tem por lá.

 

Como chegar: Tem vários ônibus durante o dia para Colônia de qualquer ponto do Uruguai, junto com Montevidéu é a cidade de mais fácil acesso. De Salto para Colônia foi cerca de 6h se não me falha a memória. Para Montevidéu são duas horas em média!

Dali fui para Montevidéu e também passei uma tarde em Punta Del Este, que estará na parte II dessa aventura. Se vale a pena viajar para o Uruguai? Vale demais, isso que nem fui pelo roteiro padrão, o que de certo modo foi ainda mais incrível, pois conheci realmente as pessoas do país!

 

 

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