Enfim as fotos do MOE!

Oiiii!

Na postagem de hoje sobre o Hanson não tem novidades da banda. O assunto que quero abordar é emoção, sobre as dores e delícias de ser fã, e de como pessoas que nem conhecemos podem imprimir as mais profundas sensações na nossa alma!

Assim como a maioria das fãs, acompanho o Hanson desde 1997, mas não foi a partir de Mmmbop que gostei deles. Hoje vou contar um pouco dessa história para ao encerrar o texto, quem sabe, o Colcha tenha trazido um pouco mais de poesia no seu dia.

A primeira vez que ouvi falar de Hanson foi em um churrasco da escola na minha casa, estava na 6a. série e minha amiguinha viu um jornal em cima da mesa. Era aquele caderno jovem que não vou lembrar o nome. Ela viu e falou: olha, o Hanson. Eu disse: quem? Ela pegou o jornal e tinha essa foto aqui:

Na hora olhei bem, tanto que essa cena ficou gravada em mim. Lembro com riqueza de detalhes. E perguntei: Quem é esse povo? Ela explicou que era uma banda de três irmãos que estava fazendo o maior sucesso. Apontou para o Taylor e disse: todas acham ele lindo! Olhei de novo e falei: Se eu gostasse deles, ia gostar desse aqui, e apontei no Zac. Ela riu e falou: Ah não, todo mundo gosta desse, do Taylor. Falei que eu não, pois “esse parece o mais legal, como ele chama?” Ela disse, que era o Zac e outro o Isaac. Passou. Depois li o jornal e antes da música me apaixonei pelas coisas que eles tinham a dizer, gostei primeiro deles, depois da música.

Como morava em uma cidade pequena e a internet ainda não era aquelas coisas tive muita dificuldade de conseguir ouvir a música. Mas comecei a colecionar e ler tudo que saia deles. Lembro que falava “eme-eme-eme-bop”. Uma bela tarde, estava eu perseguindo Hanson na MTV quando começou um clip escuro com uma luz amarela, uma voz me disse: é agora, pensei: nossa, que é isso?  e  veio um gemidinho “ohoh, oh… when you have no light to guide you…” Gente, quando eu vi o Taylor subiu aquele negócio pela barriga, sabe? E comecei a falar: é o Hanson, é o Hanson!!! Fiquei em pé ao lado do sofá assistindo aquele clip que até hoje me diz tanto, quando o Zac deu aquela reboladinha no  “na, na, na, na, na, na, ná” eu quase morri! Ao final estava em choque. Fui atrás das minhas revistas para procurar a letra de I Will come to you. Não sabia inglês ainda. Quando li e entendi o que ela dizia percebi que não importasse quanto tempo passasse, eles estariam para sempre marcados na minha vida. Acreditei de verdade que quando eu precisasse eles ouviriam meu espirito chamar. E assim é, até hoje, para cada momento, para cada fase, tem uma música deles pautando minha vida. A sensação de ser esquisita e de como lidar com isso, a separação dos meus pais, os amores não correspondidos (a maioria até hoje), os sonhos para a vida adulta, a luta do cotidiano, a busca pelo meu lugar no mundo. Poucos dias depois chegou o CD na cidade e lembro direitinho da emoção de pegar o Middle of nowhere na mão! Mais uma conquista: enfim, eu ia conhecer a música!

Eu não convivo com eles, mas é como se fossem da minha família, muito mais que isso, é como se eles fossem quem segura minha mão e diz: vai! Essa conexão para mim é tão forte, que coincidência ou não, eles sempre surgem com um novo hit em um momento de transição da minha vida. E assim foi também com I was born, que veio como uma luva para acalmar as dores que esse ano me impôs, e para me encorajar a buscar viver a minha vida, os meus sonhos não o do outro. Há quatro anos eu vinha numa de querer ser outra pessoa para conquistar a admiração e a confiança de alguém e quando finalmente percebi que não importasse o meu esforço, aquela pessoa não estava disposta a me enxergar, meu mundo caiu. Não quero expor minha particularidade pois o paranauê é complexo, mas para variar, Hanson me lembrou que: I want to see the sights unseen, I want the extraordinary! 

Então essa foto do Moe, ao lado do Zac, com a mão dele no meu ombro é para mim muito simbólico, pois me faz lembrar que não importa quanto tempo demore, se for de verdade, se for bom, se for para somar, um dia a gente consegue, e de novo entrego, confio, aceito e agradeço somado a sebo nas canelas fez sentido! Depois de 20 anos, enfim, vivi esse momento, e tenho essa foto, e ela não é só minha, é do mundo! ❤

 

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  2 comentários sobre “Enfim as fotos do MOE!

  1. Luana Rodrigues
    outubro 4, 2017 às 7:06 pm

    Sensacional. Me senti como você. Zac também colocou a mão no meu ombro no moe e tive o mesmo sentimento. Lindo texto! Parabéns.

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    • outubro 4, 2017 às 10:10 pm

      Oiii Luana!
      Obrigada por ler, por compartilhar sua emoção e por comentar no Colcha! Esses momentos são muito marcantes nas nossas vidas, né? Toda quarta tem postagem sobre o Hanson, volte sempre! ❤

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