Brasil pra quem?

Oiii!

Não sabendo muito bem como começar a escrever, segue dois avisos:

Segundo: a filosofada que pode ser sinistra, ou apenas Pós-moderna. Mas como o subtítulo do Colcha já diz, isso aqui são “retalhos de um ser em construção”. Então, tem espaço pra tudo. Inclusive pira errada.

O fato é que nos últimos tempos, depois de muito observar, venho matutando: mano, é foda ser brasileiro. Eu, particularmente, não tenho muito do que me queixar. Minha vida não é perfeita, mas é tranquila, apesar dos problemas. Só que quem é o indivíduo diante do todo? Quem sou eu na fila do pão?

Viajo muito, fisicamente, no caso. Tenho uma tia-avó chamada Arminda. Ela é popularmente conhecida como Armindinha da mala pronta. Com quase 100 anos de vida, a velhinha está sempre na estrada. Em homenagem a tia Arminda tenho adotado o subtítulo para mim também: Miraní-da-mala-pronta! E nessas andanças observo atenta os ares ao meu redor. E quanto mais observo, mais triste eu fico. Nosso povo sofre demais. A vida nos trópicos tupiniquins é muito difícil para a classe trabalhadora, que estampa na face, mesmo por trás de sorrisos, a dificuldade de ser nesse país.

Paisagem brasileira: natureza Divina; infra-estrutura precária.

Natureza Divina!

Nossa natureza é linda, nosso céu, nosso por do sol, nosso solo. Tudo é mágico. Onde impera a Grandeza Divina é maravilhoso. Mas o que depende do bicho homem… é feio! Infra-estrutura é precária: educação ruim, transporte coletivo, saúde, moradia popular. Tudo de medíocre para ruim. Submeter nossa gente sofrida a essas diárias doses de maus tratos é um tapa na cara por dia. Além de tudo ruim, é tudo caro: supermercado, aluguel, transporte. A classe assalariada é diariamente humilhada. E ainda sorri.  Nossa paisagem urbana? É feia! Asfalto? É ruim! Acesso a cultura? Não existe! E quem resiste, quem quer mais que arroz e feijão no prato ainda é chamado de vagabundo. E quando começa a incomodar de fato, morre. Simples assim. A grande mídia e os três poderes, que deveriam cuidar de nós, finge demência e mais, joga na vala comum a história dos que lutaram por um Brasil mais justo!

Terminal do Tietê, SP – se você se reconhecer na foto, e quiser que tire, por favor comente.

Não é revolta o sentimento. É tristeza mesmo. E um questionamento profundo e inquietante de por quê? Sinto dizer, mas 518 anos mais tarde à truculenta invasão portuguesa, ainda somos explorados. O sangue do meu povo é sugado por uma força invisível, que subjuga, que humilha, que condena a pobreza quem já nasceu nela.

Paisagem urbana contrastando com o azul do céu

Desculpem-me todos. Mas o sonho dourado do capitalismo é papo pra boy dormir. Exemplos de superação são exceções, não regra. No Brasil, infelizmente, a maior parte de nossa gente segue condenada às sombras, apesar de viver em um país tropical.

Me sinto impotente, pois como já disse, quem sou eu na fila do pão? Sinto muito, Brasil. Me perdoe…  Desejo que a gente acorde. Que nosso povo se levante e que não por revolta, mas por justiça a gente se engaje para que quem sabe um dia, o sol brilhe para mais gente!

Namastê! ❤

 

 

 

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