Categoria: Retalhos soltos

Dois filmes para o Dia da Consciência Negra

Oiiii!! Como dizem por aí, você não precisa fazer parte de um grupo para entender o que ele passa, empatia bastaria para acabar com vários absurdos da nossa sociedade. Machismo, racismo, homofobia, xenofobia, gordofobia e intolerância religiosa, por exemplo, não seriam questões tão sérias se soubéssemos mais sobre o amor. Mas a gente tem aprendido muito mais a odiar que…

3 Filmes sobre bruxaria e inquisição no Netflix

Oiii,

Como a postagem dos 4 filmes sobre amor e amizade tive uma boa aceitação (apesar dos comentários serem raros, por favor, comenta aí), AND ainda na vibe do dia das bruxas e todo i debate gerado, hoje trago três filmes que se passam no período da inquisição, sendo que dois deles são baseados em histórias reais!

Confesso que adoro filmes ambientados na idade média, pois foi um período muito trevoso da história e saber mais sobre as atrocidades da época e o que sofremos apenas por sermos mulheres e curandeiras me faz pensar muito na vida e na história da humanidade. Apesar de vivermos um período completamente diferente, penso que ideologicamente muitas vezes estamos é voltando no tempo.

Ser mulher nunca foi fácil na história, e ainda hoje tem gente que defende que queimou foi pouca, ou, como li esses dias: “a inquisição errou por não ter queimado todas as feministas”. Para que tá feio. Dá muita tristeza ver a que ponto a falta de amor e sede pelo poder pode nos levar. Bom, filosofadas a parte, vamos às resenhas!

 

1. A noiva do diabo/ Devil’s bride (2016)

 

Mano do céu, esse filme é basicamente a história de uma adolescente burra, Ana, que se apaixona pelo marido da amiga, Rakel, e só faz cagada. Se nos dias de hoje isso já dá ruim imagine no meio da inquisição! A jumenta foi inventar que pra roubar o boy da amiga era só acusá-la de bruxaria. Básico assim! Resultado, Rakel foi presa, torturada, teve os cabelos cortados e só não foi executada porque, na última hora, Ana assumiu que mentiu acusando a moça. Daí ela que vai presa e no fim, os senhores já imaginam.

Por que vale a pena?

Vale a pena para a gente conhecer a parada sinistra que foi a inquisição e quem sabe, tentarmos não cometer as mesmas atrocidades, ainda mais em nome de Deus, que não tem nada a ver com a imbecilidade humana. Mas para além disso, a história é baseada em fatos reais na Suécia de 1666 (666 tinha que ser). Tudo ia bem nas ilhas Aland até que chega um novo juiz da inquisição e começa a caça às bruxas. O cara é tão FDP que matou até a parteira da cidade, que foi quem criou Ana e a ensinou vários remédios. Detalhe: a mãe do juiz, que nunca aprovou a carreira filho, estava seriamente doente e Ana, que foi contratada como acompanhante da senhora, quem a curou. Inclusive o filme é dedicado a algumas mulheres executadas em 1666. Nils Pislander, o juiz, atuou na região até 1682 e depois de Ana não executou mais ninguém. Caiu na real, mas não apaga a barbárie.

Detalhes do filme:

Direção: Saara Cantell;
Elenco: Magnus Krepper, Antti Reini, Tuulia Eloranta;
Gêneros: Drama, suspense, ficção histórica,
Nacionalidades: Finlândia, Suécia, Noruega

 

2. Morte Negra/ Black Death  (2010)

Dos três esse é o mais diferente, pois tem uma coisa de paranormalidade com a protagonista que tem o poder de trazer pessoas mortas à vida. Ele tem completo no Youtube.  Sinceramente? Não curti! Sei lá, enfiar misticismo em inquisição meio que dá o tom de que essa barbárie foi certa mesmo. Sabe como? A mulherada era bruxa mesmo então tinha que matar, coisa horrível.

Por que vale a pena?

Vale a pena para entendermos um pouco sobre os absurdos que a intolerância nos leva. A história gira em torno da empreitada de um grupo de soldados de aluguel (??) que em troca de recompensa querem executar o líder de uma comunidade afastada que vive em paz e longe da peste negra. O filme é bem pesado e cheio de cenas pitorescas, como quando o grupo encontra uma procissão vestindo gorros pretos e  se chicoteando e avisam os soldados que eles dizem que o povo do vilarejo já perdeu a civilidade. Oi??

Ao chegarem, veem que todos são pagãos, o que os enche de ódio. Há o duelo entre eles e no fim dá tudo errado. Não dá para entender, deixa os caras e vai embora!

O noviço Osmund acompanha o grupo como guia, mas na verdade foi a saída que ele encontrou para ir atrás da moça que ele está apaixonado, Averill. Não vou dar spoiler, assistam ao filme e depois me contem. Absurdos como intolerância religiosa, machismo e violência são a linha do filme, se você tem aflição de cenas de duelo e sangue vai precisar cobrir os olhos e tampar os ouvidos algumas vezes. Tenho uma técnica boa: polegares nos ouvidos e demais dedos nos olhos! Aviso: o final não é nada clichê, e choca. A gente termina de ver e fica triste. ;(

Detalhes do filme: 

Direção: Christopher Smith;
Elenco: Sean Bean, Eddie Redmayne, Kimberley Nixon;
Gêneros: Suspense, Drama;
Nacionalidades: Reino Unido, Alemanha.

3. Em luta pelo amor/ Dangerous beauty (1998)

Primeiro só queria fazer uma observação: o que acontece com as traduções de alguns títulos? De Beleza perigosa virou Em luta pelo amor??? COMASSIM?

Juro que me surpreendi quando vi que o filme era de 1998. Mano do céu, esse é o mais incrível dos três, primeiro porque a protagonista é muito empoderada, e segundo porque toda essa história forte é baseada em fatos reais! Uma vez na vida assisti a um filme de inquisição que me deu uma certa esperança no futuro.

Por que vale a pena?

Como falei, é baseado em fatos reais, especificamente no diário de uma cortesã da Veneza do século XVI. Ela, Verônica Franco, era apaixonada por um moço muito rico, o senador Marco Venier, que obviamente não poderia se casar com ela, por conveniências comerciais a família dele tinha outros planos para o rapaz. No meio da decpção amorosa, a mãe de Verônica anuncia que a filha se tornará cortesã, pois era bonita e sendo de família humilde essa seria a única forma da filha garantir o futuro, no meio do susto a Verônica vai se transformando em uma mulher segura e empedrada, chegando a usar calça comprida e lutando de espadas, em pleno século XVI, um lacre após o outro. Sem falar que ela e Marco, apesar de casado, mantém o romance aberto, todos sabem, inclusive a esposa (essa parte é tenso!).

Quando então a inquisição chega da boêmia Veneza a história começa a tomar um tom mais sério e claro que logo Veronica foi acusada de bruxaria por seduzir todos os homens da cidade. Presa ela escreve poemas e mais poemas na parede, e sua defesa na hora do julgamento é toda declamada em versos! PQP, mano do céu! Esse filme é demais? O desfecho? Vocês precisam ver, porque é impagável! Vamos aê! ❤

Detalhes do filme:

Direção: Marshall Herskovitz;
Elenco: Catherine McCormack, Rufus Sewell, Oliver Platt;
Gêneros: Romance, ficção histórica, drama;
Nacionalidade: EUA.
Por enquanto é só, espero que tenham gostado, já assistiu a algum desses? Tem algum para recomendar?
Muito obrigada por acompanhar o Colcha! Namastê

Quatro filmes sobre amor e amizade no Netflix

Oiiii!   O Netflix, apesar das dificuldades para encontrarmos algumas coisas, tem um paraíso de filmes alternativos e cheios de poesia para os cinéfilos de plantão. Hoje trago quatro filminhos delícia de se ver no domingo à tarde, ou antes de dormir, ou passando roupa, ou… a hora que quiser! Cola aí: Flipped / O primeiro amor É a história…

O que a criança que fomos nos diria?

Oiii!

 

Em meio ao caos da pós-modernidade, em que estamos cada vez mais tomados pelo vazio do consumo e das relações triviais parece que não temos muito tempo para refletir. Desacelerar a mente e aprender a ouvir um pouco mais o que nosso coração tem para nos dizer é luxo. Não há tempo para isso. A gente precisa mesmo é acordar cedo e trabalhar, para no fim do dia a gente chegar em casa e ver tv, e tomar uma, e cuidar da casa e dormir cedo para amanhã trabalharmos de novo. No fim de semana a gente cuida da casa, toma uma com os amigos, assiste ao futebol e bate perna no shopping, para no domingo ir dormir cedo para acordar cedo no dia seguinte e trabalhar.

Começamos a não ter mais tempo para a auto descoberta, para a reflexão, os estudos, os sonhos. Aí que vem a pergunta: para onde foi a criança que sonhamos em ser? Onde o adulto que nos tornamos a colocou? O que foi feito dela? E mais além: como a criança e adolescente que fomos enxergaria o adulto que estamos? Sim, estamos, nada é permanente, ainda mais na pós-modernidade. Tudo que é sólido se desmancha no ar, disse Marx. Parece que ele tinha razão.

Tempo é antes de tudo convenção social, não se tem, se arruma. Precisamos tirar o cérebro da tomada e começar a aprender um pouco com a natureza. E aí vai o primeiro conselho: por menor que seja a sua casa, tenha pelo menos um vaso de planta, cuide alguém que não espera nada de você e comece a aprender com a natureza: tudo tem seu tempo. Faz mais ou menos um mês que a pitangueira aqui de casa floresceu, fora uma temporona, ainda não comi pitangas, elas estão se formando, no tempo delas, e não há nada a ser feito além de esperar. O que isso tem a ver com o título do post? Observar a natureza nos ensina tanto a buscar cumprir nosso papel no mundo (pelos outros mas especialmente por nós, e não se trata de egoísmo, mas de construção) quanto a entender que nada é para já, que os objetivos são alcançados a partir de uma soma de fatores, mas especialmente, dedicação e paciência.

Quando a gente se propõe a pensar, naturalmente vamos relembrando dos sonhos, eles nos movem com mais força que qualquer outra coisa, e sonhos exigem metas, que exigem planejamento, resignação, resiliência e vontade. O que a criança que fomos queria? Lembre-se disso, persiga isso, planeje-se para fazer com que ela se orgulhe de quem está se tornando, não espere o tempo passar para pensar no que poderia ter sido, vá! E não se paute pelos outros, no mundo que vivemos possivelmente haverá mais gente disposta a nos dizer que não vai dar certo, que somos loucos, que não vale pena do que o que tenho agora para te dizer: vá! Não se preocupe tanto com que os outros vão pensar de você, o que importa mesmo é o que você dirá para a imagem no espelho! Faça como a pitangueira: floresça!

Não é fácil, mas o mundo é de quem faz! Fé em Deus e pé na tábua.

Namastê ❤

 

 

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